A marca própria do supermercado é feita pela marca famosa ao lado?

Às vezes, mas raramente é a marca famosa numa embalagem mais simples. A marca própria é fabricada segundo especificações da loja, muitas vezes por empresas que também vendem marcas suas, e quem fabrica qual quase nunca é revelado. A pesquisa sugere por quê : esconder o nome do fabricante convém tanto à loja quanto à marca.

Negócios e economia · 2026-10-02

Quem fabrica de fato a marca própria do supermercado?

Diante do macarrão, do analgésico ou da ração de cachorro com o nome da própria loja, a maioria dos consumidores fica com um de dois palpites. Ou é, em segredo, a marca famosa da prateleira ao lado, ou é uma cópia barata de alguma fábrica desconhecida. Nenhum dos dois palpites resiste bem a um exame.

As marcas próprias, também chamadas de marcas brancas, vêm de vários tipos de fabricante. A Private Label Manufacturers Association, a associação que representa o setor, lista cinco : grandes empresas de marcas conhecidas que aproveitam seu saber técnico e a capacidade ociosa das fábricas, pequenos especialistas que fazem quase só marcas próprias, fabricantes de marcas regionais, grandes empresas que abastecem muitas redes de uma vez e varejistas que têm fábricas próprias. Numa mesma loja, a prateleira pode reunir produtos dos cinco.

O que esses fabricantes têm em comum importa mais do que aquilo que os separa. A loja encomenda o produto e define as especificações que ele precisa cumprir, e o nome do fabricante quase nunca aparece na embalagem.

Cinco tipos de fabricante fazem marcas próprias · Quem fabrica os produtos vendidos com o nome da loja · A marca própria da loja · Marcas conhecidas · Especialistas · Marcas regionais · Grandes fornecedores · O próprio varejista · Saber técnico e capacidade ociosa · Fazem quase só marcas próprias ·
Quem fabrica os produtos vendidos com o nome da loja

O único lugar em que pesquisadores viram a lista completa

Listas de fornecedores são difíceis de obter, e por isso quase tudo o que se diz sobre quem fabrica as marcas próprias é suposição. Um estudo de 2024 publicado no Journal of Marketing, uma revista acadêmica de marketing, é a exceção. Os autores conseguiram os nomes dos fornecedores de marca própria de seis das maiores redes de supermercados da Espanha, entre elas Mercadona, Carrefour e Dia, em mais de 260 categorias de produtos, referentes a 2012 e, de novo, a 2017.

O resultado contraria a ideia de que as marcas próprias vêm sobretudo de especialistas anônimos. Em 2012, entre 72,4% e 86,2% dos fornecedores de marca própria de cada rede eram empresas que também vendiam marcas suas na Espanha, e em 2017 a faixa ia de 76,5% a 84,7%. Os autores chamam essas empresas de fabricantes de dupla marca e concluem que fornecer marcas próprias é "a regra, não a exceção" para quem fabrica marcas.

Há vários motivos para não concluir daí que a marca própria seja a marca famosa disfarçada. O estudo conta fornecedores, não produtos nem vendas, e um "fabricante de marca" aqui pode ser uma pequena empresa regional, e não a líder de mercado da prateleira ao lado. Visto pelo outro lado, só 15,9% dos fabricantes de marca nos dados, 554 de 3.480, faziam alguma marca própria, e quase 30% dos seus contratos de marca própria estavam em categorias em que eles não vendiam nenhuma marca sua. E o estudo descreve um único país. Não existe lista comparável para as prateleiras dos Estados Unidos ou de outros lugares, onde o que se sabe vem de documentos de empresas e de recalls esparsos.

Na Espanha, a maioria dos fornecedores de marca própria tinha marca sua · Fornecedores de marca própria de cada rede que também vendiam marcas suas, menor e maior valor entre seis redes, % · 2012 · 2017 · 72,4% a 86,2% · 76,5% a 84,7% · Conta fornecedores, não produtos nem vendas. Só 15,9% dos fabri
Fornecedores de marca própria de cada rede que também vendiam marcas suas, menor e maior valor entre seis redes, %

Marcas famosas que declaram fazer marca própria nos seus relatórios

Nos Estados Unidos, alguns fabricantes de marca dizem abertamente, nos relatórios anuais que entregam ao regulador do mercado de capitais, que fazem marcas próprias. A McCormick, empresa de especiarias, afirma no seu relatório anual mais recente que, além das suas marcas, é "um dos principais fornecedores de produtos de marca própria". O mesmo documento alerta que clientes insatisfeitos podem trocar seus produtos por "produtos de marca própria que podem ou não ser fabricados por nós".

A Kimberly-Clark, fabricante das fraldas Huggies, mostra que se trata de uma escolha. Seu relatório anual de 2025 registra a saída do negócio de fraldas de marca própria nos Estados Unidos, sem citar nenhum cliente. O nome do cliente veio da imprensa. Publicações do setor, repercutindo uma reportagem da Bloomberg, disseram que a Kimberly-Clark tinha deixado de fabricar as fraldas Kirkland Signature, a marca própria da rede Costco, e que outro fabricante, a First Quality, assumiu a partir de janeiro de 2025. Nem a Costco nem a First Quality confirmaram publicamente.

O que um recall de ração revelou sobre uma fábrica

Às vezes o fabricante só se torna público quando algo dá errado. Em 2012, um surto de salmonela adoeceu 49 pessoas, 47 nos Estados Unidos e duas no Canadá, e as autoridades de saúde americanas o associaram à ração seca para cães de uma única fábrica da Diamond Pet Foods, em Gaston, na Carolina do Sul. Os recalls que se seguiram abrangeram 17 marcas e mais de 30.000 toneladas de ração produzidas ali.

Os avisos de recall mostraram quanta coisa saía daquela fábrica. Incluíam as marcas da própria Diamond, a ração Kirkland Signature da Costco e marcas que pertenciam a outras empresas, como Canidae, Wellness e Natural Balance. Ficou claro que a Diamond fabricava, além das suas, marcas próprias de lojas e marcas de outras empresas.

Isso mostra que uma fábrica pode produzir muitos rótulos. Não mostra que o conteúdo era o mesmo. Cada rótulo tinha suas próprias fórmulas, e os avisos de recall os listavam separadamente.

Uma fábrica de ração fez 17 marcas, inclusive uma de loja · Marcas do recall de 2012 na fábrica da Diamond Pet Foods em Gaston, Carolina do Sul · Diamond em Gaston · Marcas da Diamond · Kirkland Signature · Canidae · Wellness · Natural Balance · Rótulos próprios · Marca própria da Costco · Marca de
Marcas do recall de 2012 na fábrica da Diamond Pet Foods em Gaston, Carolina do Sul

Especialistas, e lojas com fábricas próprias

Os especialistas também existem, e alguns são grandes. A TreeHouse Foods se descreve como uma das principais fabricantes de salgadinhos e bebidas de marca própria da América do Norte, e só o Walmart respondeu por cerca de 23,9% das vendas da TreeHouse em 2024. O relatório anual da empresa observa que os grandes clientes do varejo raramente assinam contratos com compromisso fixo de compra e em geral podem encerrá-los quando quiserem.

Algumas lojas fabricam o que vendem. A Kroger, uma das maiores redes de supermercados dos Estados Unidos, tem 33 fábricas de alimentos, sobretudo padarias e laticínios, que fornecem cerca de 20% das unidades de marca própria vendidas nas suas lojas. O resto, diz a Kroger, "é produzido segundo nossas rigorosas especificações por fabricantes externos". A frase resume como o negócio funciona na Kroger e, pelo que se sabe, em outros lugares : o fabricante produz, mas quem define as especificações é a loja.

A Kroger fabrica cerca de um quinto da sua marca própria · Fatia das unidades de marca própria da Kroger feita nas suas 33 fábricas · Fábricas da Kroger · Cerca de 20% · Dado aproximado da Kroger. O resto é feito por fabricantes externos sob especificações da Kroger.
Fatia das unidades de marca própria da Kroger feita nas suas 33 fábricas

Por que uma marca famosa fabricaria a própria concorrente

Fazer uma marca própria é fabricar um concorrente mais barato do seu próprio produto. A pesquisa sobre os fabricantes de dupla marca lista os motivos pelos quais eles fazem isso mesmo assim. Gera receita com capacidade de fábrica que, de outro modo, ficaria ociosa, sobretudo quando as marcas da empresa não estão crescendo. E conquista a boa vontade da loja que decide quanto espaço de prateleira essas marcas recebem.

Essa boa vontade aparece nos dados espanhóis. Quando um fabricante de marca começava a fornecer a marca própria de uma rede, suas marcas ganhavam distribuição mais ampla nas prateleiras dessa rede. Quando parava, perdiam parte dela. A participação de mercado delas não mudou em nenhum dos casos.

A mesma pesquisa aponta os custos. A loja passa a conhecer de perto os custos e os lançamentos do fabricante. E se os consumidores descobrem que um fabricante de marca também enche as embalagens da loja, podem começar a duvidar de que a marca valha o preço mais alto. Os autores observam que, embora todos saibam que a dupla marca existe, qual empresa fornece qual loja é "em geral um segredo bem guardado".

Como a marca própria barateia a marca famosa para a loja

O que a loja ganha com isso é menos óbvio. Estudos com dados de supermercados mostram que a margem percentual do varejista é maior nas marcas próprias do que nas marcas conhecidas. Mas a marca própria é vendida mais barato, então o lucro em dinheiro por unidade ainda pode ser menor. Nenhum dos dois resultados quer dizer que toda marca própria dá mais lucro à loja.

O efeito menos conhecido é sobre as marcas ao lado. Vários estudos mostram que, onde a marca da loja tem uma fatia maior, a loja também ganha margens maiores nas marcas conhecidas. Uma explicação, apresentada num artigo dos economistas Fiona Scott Morton e Florian Zettelmeyer, é a negociação. Uma marca própria colocada bem ao lado da marca líder, muitas vezes com embalagem parecida, dá à loja uma alternativa crível quando ela negocia preços com o fabricante dessa marca. Os dados deles mostraram que as lojas lançavam marca própria com mais frequência nas categorias em que a marca líder era mais forte.

Esse poder de barganha só funciona se a marca própria pertencer à loja. A loja é dona do rótulo e da confiança dos clientes, e pode transferir a produção para outra fábrica. Um consumidor que a visse como produto de outra empresa vendido com outro nome teria menos motivo para ser fiel ao rótulo da loja. Nenhum desses estudos pergunta aos varejistas por que eles deixam o nome do fornecedor fora da embalagem, e nenhum varejista deu esse motivo publicamente. A ligação é uma inferência, mas todos os incentivos que os estudos documentam apontam na mesma direção.

Uma explicação : a marca própria dá à loja poder sobre a marca famosa · Como a marca própria fortalece a loja ao negociar preços com o fabricante da marca · Marca própria na prateleira · Uma alternativa crível · Mais margem nas marcas famosas · Ao lado da marca líder, muitas vezes com embalagem pare
Como a marca própria fortalece a loja ao negociar preços com o fabricante da marca

Um em cada cinco dólares nos Estados Unidos, quase dois em cada cinco euros na Europa

Não se trata de um nicho. Somando todos os grandes canais de varejo dos Estados Unidos, de supermercados e farmácias a hipermercados, clubes de compras e lojas de preço único, as marcas próprias venderam um recorde de 282,8 bilhões de dólares em 2025, segundo números da associação do setor com dados da empresa de pesquisa Circana. Isso equivaleu a 21,3% das vendas em valor e a 23,5% das unidades vendidas, ambos recordes. No primeiro semestre de 2026, a fatia em unidades subiu de novo para 23,8%, enquanto a fatia em valor ficou em 21,2%, pouco abaixo do recorde.

A Europa vai mais longe, embora os números meçam algo mais restrito. Dados da NielsenIQ que cobrem só supermercados, em 17 países acompanhados pela empresa, apontam vendas de marca própria de 387 bilhões de euros em 2025, uma fatia de 38,8% desse mercado. A Suíça passou de 50%, Portugal ficou em 48,2% e a Noruega em 23,6%. Como uma conta cobre todo o varejo americano e a outra só os supermercados europeus, as duas fatias não são diretamente comparáveis.

Marca própria : um quinto do gasto nos EUA, quase dois quintos do supermercado europeu · Fatia das marcas próprias nas vendas em 2025, % · 21.3% · 23.5% · 38.8% · EUA, fatia em valor · EUA, fatia em unidades · Europa, fatia nos supermercados · EUA : todo o grande varejo (Circana). Europa : supermerc
Fatia das marcas próprias nas vendas em 2025, %

O que a embalagem pode e não pode dizer

A marca própria pode muito bem vir de uma empresa que vende uma marca sua, às vezes no mesmo corredor. Isso ainda não faz dela o mesmo produto, nem diz que a marca famosa ao lado é a que essa empresa fabrica. A loja define as especificações, uma única fábrica pode produzir muitas fórmulas diferentes, e nenhuma informação pública mostra que uma marca própria específica é igual por dentro a uma marca famosa específica. Para qualquer par concreto na prateleira, a resposta costuma ser impossível de saber sem uma prova que nomeie o fabricante.

A pesquisa sugere por que o nome do fabricante fica escondido : funciona para os dois lados. O fabricante de marca protege o preço que o seu rótulo consegue cobrar, e a loja fica com um produto que controla, no qual ganha uma margem percentual maior e que pode usar contra as marcas ao lado. O público só consegue ver quem fabrica o quê em raras ocasiões : nos recalls, nos relatórios das empresas e quando algum pesquisador obtém as listas de fornecedores.

A marca própria do supermercado é feita pela marca famosa ao lado?A marca própria é feita pela marca famosa ao lado?Às vezes. Mas mesmo fabricante não é mesmo produto. · Marcas próprias costumam vir de empresas que vendem marcas suas, mas é a loja que define as especificações.2012 · 2017 · 72,4% a 86,2% · 76,5% a 84,7% · Na Espanha, a maioria dos fornecedores de marca própria tinha marca sua · Fornecedores de marca própria de cada rede que também vendiam marcas suas, menor e maior valor entre seis redes, % · Conta fornecedores, não produtos nem vendas. Só 15,9% dos fabriUma fábrica de ração fez 17 marcas, cada uma com suas fórmulas. · Em 2012, um recall mostrou uma fábrica da Diamond Pet Foods, na Carolina do Sul, fazendo a Kirkland Signature da Costco, marcas alheias e as suas.Marca própria na prateleira · Uma alternativa crível · Mais margem nas marcas famosas · Ao lado da marca líder, muitas vezes com embalagem parecida · Trunfo da loja na negociação de preços · Onde a marca da loja tem fatia maior · Uma explicação : a marca própria dá à loja poder sobre a marca famosaEsconder o fabricante convém aos dois lados, sugere a pesquisa. · O fabricante protege o preço do seu rótulo. A loja fica com um produto que controla e pode usar contra as marcas ao lado.Fontes 16 : plma.com · PLMA : Store brand facts, pmc.ncbi.nlm.nih.gov · Ma, Ailawadi, Martos-Partal and González-Benito (2024), Journal of Marketing, on PMC, journals.sagepub.com · Journal of Marketing : dual branding study + 13Leia na íntegra em · polora.ai

Is the store brand made by the same company as the name brand next to it?

Alpha · claude-sonnet-5

Having checked the two most consequential unverified items in the manuscript, here's my assessment of where the piece stands and what the record actually supports. The Kirkland diaper switch: confirmed independently of Bloomberg's paywall. Multiple outlets relaying the Bloomberg report converge on the same facts: Kimberly-Clark stopped making Kirkland Signature diapers for Costco, First Quality took over "starting in January," and the stated reason was Kimberly-Clark ending diaper production for Costco's private label, abandoning low-margin private label contracts in favor of focusing on higher-priced premium products under its own brand. I could not find a Costco, Kimberly-Clark, or First Quality statement that independently confirms this without routing through Bloomberg — What To Expect reached out to both Costco and First Quality for comment, and Costco declined while First Quality did not respond. So the manuscript's flagged gap is real: this remains a single-sourced trade-press chain, not a company-confirmed fact. The manuscript should keep it labeled as Bloomberg-sourced, not company-disclosed, which is a meaningfully weaker evidentiary tier than the McCormick or Kroger…

Beta · gpt-6-sol

The premise stands: sometimes the store brand and a name brand have the same manufacturer, but that does not establish that they are the same product—or even that the adjacent name brand is the one that manufacturer makes. The manuscript has good evidence for the first proposition and wisely resists the second. Its principal weakness is treating reasons for supplier anonymity as more certain than the sources allow. One important correction to Alpha’s assessment: the CDC *does* confirm the manuscript’s 17 brands and more than 30,000 tons, explicitly, on its final outbreak page. It also reports 49 infected people—47 in the United States and two in Canada—and links the recalled food to Diamond’s Gaston, South Carolina, facility. No correction to those three manuscript figures is needed. A separate CDC-hosted research-paper abstract says *16* brands, so a reader may encounter a conflicting count; for the manuscript’s stated attribution, the CDC outbreak page supports 17. (archive.cdc.gov) Here is how I would mark the other consequential claims: - Who manufactures store brands: PLMA describes mult…

Gamma · gemini-3.1-pro

The manuscript’s core premise holds up to scrutiny: store brands are indeed sometimes manufactured by name-brand companies, but they are rarely the exact same product in a different box, and consumers cannot assume the brand on the adjacent shelf is the manufacturer. Beta’s correction of Alpha regarding the 2012 Diamond Pet Foods recall is spot on. The CDC’s final outbreak page does explicitly state that the recall expanded to include 17 brands and over 30,000 tons of dry pet food, so the manuscript’s numbers there are sound and trace directly to the CDC, not just secondary press. Here is my assessment of the manuscript’s claims and where the text must be adjusted to align with the verified record: 1. The Spanish Supplier Study (Ma et al., Journal of Marketing) The manuscript accurately pulls the figures: 72.4% to 86.2% of suppliers were dual branders in 2012, and only 15.9% of brand makers supplied store brands. However, the manuscript must be extremely careful not to let these supplier-count percentages masquerade as sales-volume percentages or global truths. The strongest argument a careful reader could raise against the article's angle is that a 2012 supplier census fr…

Researcher · gemini-3-7-flash

Ground-Truth Verification of Manuscript Claims Every checkable claim, citation, and dataset in the manuscript has been cross-referenced against official filings, regulatory archives, and academic literature. Here is what the record establishes: --- 1. The 2012 Diamond Pet Foods Recall * Manuscript Claim: A single plant in Gaston, SC caused an outbreak sickening 49 people, prompting recalls covering 17 brands and >30,000 tons of food (including Kirkland Signature, Canidae, Wellness, Natural Balance). * Verification: Accurate as stated. * The CDC’s final investigation report explicitly documents 49 individuals infected (47 in 20 US states and 2 in Canada) with the outbreak strain of *Salmonella* Infantis. * The CDC and FDA records explicitly confirm that the recall expanded to 17 brands representing >30,000 tons of dry dog and cat food produced at the single Gaston facility. * Contemporaneous FDA and Food Safety News recall bulletins confirm that the recall encompassed Kirkland Signature, Diamond, Apex, Canidae, Chicken Soup for the Pet Lover’s Soul, Country Value, Taste of the Wild, Wellness, and Natural Balance, among others. * Source: [C…

The Arbiter · gpt-6-sol

Round record. The central answer survived scrutiny: a store brand *can* be made by a company that also sells name brands, but that does not identify the maker of the particular name brand beside it, or show that the products have the same formula. - Supplier evidence: Alpha, Beta, Gamma and the Researcher agreed that PLMA’s account of different kinds of manufacturers, the Spanish supplier study, and the McCormick, TreeHouse and Kroger filings support the manuscript’s account of how private-label production works. The Spanish figures—72.4%–86.2% of suppliers at six chains in 2012, and 554 of 3,480 brand makers supplying a store brand—count suppliers, not products or sales. They cannot be projected onto a US shelf. Kroger’s “strict specifications” supports retailer control in its case; it does not prove that every retailer owns every recipe. Sources discussed: https://www.plma.com/about_industry/store_brand_facts ; https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/00222429231196575 ; https://www.sec.gov/Archives/edgar/data/56873/000110465926037723/kr-20260131x10k.htm . (archive.cdc.gov) - Diamond recall…

The Arbiter's Final Verdict · gpt-6-sol

Sometimes—but you can’t tell from the shelf. A store brand may be made by a company that also sells name-brand products, by a private-label specialist, or by the retailer itself. McCormick, for example, says it supplies store brands; Kroger says it makes some of its own products and contracts out the rest. That evidence does not tell you whether two particular packages sitting next to each other share a manufacturer. And even when products come from the same company or factory, they need not have the same ingredients, formula or quality specifications. The defensible answer for any specific pair is: possibly, but not without evidence identifying its maker.