Quanto um posto de gasolina lucra com a gasolina nos EUA?

Poucos centavos : uma entidade do setor nos EUA calcula que o posto fica com 10 a 15 centavos de dólar por galão antes do imposto. A loja gera a maior parte do lucro bruto, mas em 2025 foi o combustível que manteve as lojas no azul.

Negócios e economia · 2026-10-10

Um posto americano fica com cerca de 10 centavos de cada galão

Pergunte a motoristas americanos quanto um posto ganha por galão de gasolina, e muitos chutam alto. Numa pesquisa com consumidores feita pela NACS, a associação que reúne as lojas de conveniência e os revendedores de combustível dos Estados Unidos, 45% dos motoristas disseram achar que os postos lucram pelo menos US$ 2 por galão. A NACS cita essa pesquisa desde 2021. O número real se mede em centavos.

A NACS mostra a conta com um exemplo que mistura dados de anos diferentes. O ponto de partida é uma margem bruta de 35 centavos de dólar por galão, a média da associação para 2020. A margem bruta é a diferença entre o que o posto pagou pelo combustível e o preço pelo qual o vendeu, antes de qualquer custo do próprio posto. Dela saem cerca de 6 centavos para levar o combustível do terminal até o posto, 8,4 centavos em taxas de cartão (com base em dados de 2023), 6 centavos para manter a loja funcionando, 2 centavos para pagar as bombas, a cobertura e os tanques subterrâneos, e 1 centavo para cobrir oscilações de estoque e furtos. Esses cinco custos somam 23,4 centavos e deixam cerca de 11,6 centavos antes do imposto de renda, embora a mesma página informe um custo total de cerca de 22 centavos. A NACS resume o resultado em 10 a 15 centavos por galão antes do imposto.

A margem usada no exemplo estava próxima da real no início de 2025, quando a gasolina custava cerca de US$ 3,11 o galão e a margem bruta era de 35,7 centavos. Nos últimos cinco anos, segundo a NACS, a margem bruta foi em média de cerca de 38 centavos por galão, e em períodos estáveis o lucro antes do imposto gira em torno de 15 centavos. Essa ordem de grandeza não é nova : em 2006, a rádio pública americana NPR informava que o dono de um posto ficava com 12 a 14 centavos por galão. Tudo aqui descreve os Estados Unidos. Quem é dono dos postos, como o combustível é tributado e quanto o posto retém variam muito de um país para outro.

Para onde vai o resto do dinheiro de cada galão

A maior parte do preço só passa pelo posto. Pela divisão da NACS para 2025, cerca de 51% do preço na bomba pagava o petróleo bruto, 14% o refino e 17% os impostos. Os 18% restantes cobriam distribuição e comercialização, parcela que inclui o transporte de caminhão até o posto e a margem do próprio posto. O preço na bomba muda cerca de 2,4 centavos por galão a cada US$ 1 de variação no preço do barril de petróleo.

As taxas de cartão são o custo que o motorista raramente percebe. Elas são cobradas como porcentagem da venda inteira, impostos incluídos. Em 2025, o setor de lojas de conveniência dos EUA pagou um recorde de US$ 21,3 bilhões em taxas de cartão, e cerca de US$ 4,6 bilhões disso incidiram sobre os tributos de combustível e de vendas, dinheiro que as lojas apenas recolhem e repassam ao governo.

Para onde vai o preço do galão · Fatia do preço na bomba nos EUA, NACS, 2025, em % · Petróleo bruto · Refino · Impostos · Distribuição e venda · 51% · 14% · 17% · 18% · Distribuição e venda inclui o transporte do combustível e a margem do próprio posto
Fatia do preço na bomba nos EUA, NACS, 2025, em %

A marca de petróleo na placa quase nunca é a dona do posto

Mais de 120.000 lojas vendem combustível nos EUA, e as lojas de conveniência vendem cerca de 80% do combustível que os americanos compram. Cerca de 55% das lojas que vendem combustível pertencem a alguém que tem uma loja só. Pelas contas da NACS, menos de 0,2% pertencem a uma grande petroleira, e cerca de 4% a uma empresa de refino.

Então o que significa uma placa da Shell ou da Chevron sobre as bombas? Em geral, um contrato de fornecimento. O dono se compromete a comprar o combustível daquela empresa, às vezes por dez anos ou mais, e a exibir o nome dela. As cinco maiores marcas de petróleo têm juntas mais de 15.000 lojas que funcionam como franquias. Muitos pequenos donos não têm como bancar uma marca própria. Por isso o motorista vê o nome da petroleira, e por isso tanta gente supõe que é ela quem administra o lugar.

A maioria dos postos dos EUA é de donos de uma loja só, não de petroleiras · Fatia das lojas com combustível nos EUA, por tipo de dono, contagem da NACS · 55% · 4% · Menos de 0,2% · Dono tem uma loja só · De empresa de refino · De grande petroleira · As fatias de refino e de grandes petroleiras são
Fatia das lojas com combustível nos EUA, por tipo de dono, contagem da NACS

Quem decide o preço que aparece na placa

É o dono do posto, dentro dos limites do que o combustível lhe custa e do contrato de fornecimento que assinou. Ele retira o combustível num terminal regional, conhecido no setor como rack, ou paga a um fornecedor para entregá-lo, o que costuma sair mais caro. Combustível vendido sob a bandeira de uma grande petroleira também tende a custar mais ao posto, porque o fornecedor oferece outros serviços junto com o nome. Volume, condições do contrato e localização pesam, e a NACS diz que dois revendedores podem pagar preços no atacado com 10 a 20 centavos de diferença por galão.

Depois, o dono olha para os postos vizinhos. Na pesquisa da NACS de 2025, 72% dos motoristas disseram que o preço era o fator mais importante na hora de escolher onde abastecer, e 69% disseram que fariam um desvio de 5 minutos para economizar 5 centavos por galão. Quando o lucro gira em torno de 10 centavos por galão, um posto que cobra 5 centavos a mais que os vizinhos pode perder boa parte do movimento.

Por que o posto tende a ganhar menos justamente quando a gasolina sobe

Essa concorrência explica um padrão que, visto do banco do motorista, parece invertido. Quando o preço no atacado sobe, o primeiro posto a aumentar o preço arrisca perder clientes para os outros, então muitos donos seguram o preço e absorvem parte do aumento. A NACS compara a situação a um jogo de quem pisca primeiro. Durante vários dias, a margem do posto tende a encolher.

Quando o preço no atacado cai, a ordem tende a se inverter. Os donos podem baixar o preço mais devagar do que cai o próprio custo e recuperar o que tinham cedido. Os motoristas têm a impressão de que os preços sobem como foguete e descem como pena, padrão que economistas, entre eles pesquisadores do Federal Reserve de St. Louis, um dos bancos regionais do banco central americano, chamam de "foguetes e penas". A NACS adverte que a expressão não descreve toda variação de preço. O que ela deixa de fora é o lado do posto : sua margem costuma ser mais apertada justamente enquanto os preços estão subindo, que é quando o motorista tem mais certeza de que o posto está faturando alto.

O combustível traz a maior parte das vendas, a loja a maior parte do lucro bruto

Nas mais de 35.000 lojas com dados de 2025 reunidos pela NACS, o combustível respondeu por 65,0% das vendas, mas por apenas 38,8% do lucro bruto. Tudo o que fica dentro da loja, de bebidas e salgadinhos a refeições prontas, somou os outros 35% das vendas e gerou 61,2% do lucro bruto. Os 65% descrevem essas lojas, não o setor inteiro : contando todas as vendas das lojas de conveniência dos EUA, o combustível somou US$ 476,3 bilhões de um total de US$ 817,5 bilhões, cerca de 58%.

O motivo é a margem sobre cada produto. Um galão é vendido a poucos centavos acima do custo, enquanto um refrigerante de máquina ou um sanduíche carrega uma fatia muito maior do preço como margem. Assim, a bomba é o que faz o carro parar, e a loja é de onde o posto tira a maior parte do seu lucro bruto.

Combustível domina as vendas, mas a loja gera a maior parte do lucro bruto · Vendas e lucro bruto, lojas de conveniência dos EUA na base da NACS, 2025, em % · Vendas · Lucro bruto · Combustível · Loja · 65.0% · 35% · 38.8% · 61.2% · Abrange as mais de 35.000 lojas com dados ; no setor inteiro, o com
Vendas e lucro bruto, lojas de conveniência dos EUA na base da NACS, 2025, em %

Ultimamente, é a bomba que paga as contas

O lucro bruto não conta a história toda. A margem do combustível subiu bastante : a NACS a calculou em 21,73 centavos por galão em 2017, 23,35 centavos em 2018 e mais de 40 centavos em 2025. Os custos subiram também. As despesas operacionais das lojas cresceram 23,3% entre 2021 e 2025, e salários e benefícios passaram de cerca de US$ 80.000 para cerca de US$ 104.000 por loja por mês em cinco anos. Com margens e custos tão distantes do exemplo da NACS, os 10 a 15 centavos desse exemplo não devem ser lidos como o que um posto de fato ganhou por galão em 2025.

Em 2025, esse aperto chegou à própria loja. Descontadas todas as despesas, a NACS constatou que a compra típica dentro da loja dava prejuízo de 7 centavos, e concluiu que as margens do combustível foram o que manteve as lojas lucrativas naquele ano. A loja continuou gerando a maior parte do lucro bruto, mas, tirados os custos, foi a bomba que manteve as lojas no azul.

As médias também escondem grandes diferenças entre redes. A Murphy USA, uma rede construída em torno de combustível barato, informou uma margem de 28,1 centavos por galão na venda de combustível no varejo em 2025. Seu negócio de combustível rendeu US$ 1.488,7 milhões, contra US$ 869,0 milhões das mercadorias, mas esse valor do combustível inclui também a operação própria de suprimento e atacado da empresa e a venda de créditos de combustível renovável, então não mede o que as bombas ganharam sozinhas.

O que continua valendo sobre os postos, sejam quais forem os números do ano

Os números mudam todo ano, e a margem de um ano diz pouco sobre a do seguinte. O formato do negócio se mantém. Um galão de gasolina é sobretudo petróleo, refino, distribuição e imposto, e o posto fica com centavos dele. O nome na cobertura costuma ser o de um fornecedor de combustível, não o do dono. O dono define o preço de olho no posto do outro lado da rua, e tende a ganhar menos enquanto o preço no atacado está subindo. E a loja costuma gerar a maior parte do lucro bruto, enquanto a bomba traz os clientes e, num ano como 2025, também pagou as contas.

Quanto um posto de gasolina lucra com a gasolina nos EUA?Posto de gasolina lucra com gasolina?Nos EUA, o posto fica com centavos por galão, não dólares. · Numa pesquisa da NACS, 45% dos motoristas acharam que o posto lucra pelo menos US$ 2 por galão. A NACS calcula 10 a 15 centavos antes do imposto, num exemplo com dados antigos. · ※ NACS : associação americana de lojas de conveniência e revPetróleo bruto · Refino · Impostos · Distribuição e venda · 51% · 14% · 17% · 18% · Para onde vai o preço do galão · Fatia do preço na bomba nos EUA, NACS, 2025, em % · Distribuição e venda inclui o transporte do combustível e a margem do próprio postoA marca de petróleo na placa quase nunca é a dona do posto. · A placa costuma indicar um contrato de fornecimento. Pela NACS, menos de 0,2% das lojas com combustível nos EUA são de uma grande petroleira. Cerca de 55% são de quem tem uma loja só.Quando a gasolina sobe, o posto tende a ganhar menos. · O primeiro posto a subir o preço arrisca perder clientes, então muitos donos absorvem parte do aumento. Por vários dias, a margem tende a encolher, diz a NACS.※ lucro bruto : o que sobra da venda após pagar a mercadoria, antes dos outros custos · Vendas · Lucro bruto · Combustível · Loja · Combustível · Loja · 65.0% · 35% · 38.8% · 61.2% · Combustível domina as vendas, mas a loja gera a maior parte do lucro bruto · Vendas e lucro bruto, lojas de conveniênEm 2025, a bomba manteve as lojas no azul. · Descontadas as despesas, a NACS viu que a compra típica na loja dava prejuízo de 7 centavos, e concluiu que o combustível manteve as lojas lucrativas naquele ano.Fontes 10 : convenience.org · NACS : Who makes money selling gas?, convenience.org · NACS : What happens to gas prices when oil prices rise, convenience.org · NACS : The price per gallon + 7Leia na íntegra em · polora.ai

Do gas stations make money selling gas?

Alpha · claude-sonnet-5

[Alpha]: I checked the two most load-bearing numbers. The 45% / $2-a-gallon survey claim holds up, though the date doesn't. "a stunning 45% of drivers think that retailers make at least $2 a gallon in profit per gallon, according to a NACS consumer survey" — this is confirmed, but it's a line NACS (via columnist Jeff Lenard) has repeated since at least November 2021, not something new to 2025. The manuscript should not imply this is a fresh 2025/2026 survey. The 35-cent margin / 13-cent net breakdown is basically right but mislabeled by year. The manuscript's $3.11-a-gallon, 8.4-cents-card-fee numbers trace to the same NACS "Who Makes Money Selling Gas?" page, and a secondary source confirms "the average fuel gross margin was 35.7 cents per gallon as of January 30, 2025" and "about 22 cents of that went to costs, including roughly 8.4 cents in card processing fees, leaving about 13 cents per gallon in net margin before taxes". So the brief's suspicion was correct: these are 2025 figures stitched onto a page whose language reads as evergreen. The manuscript should say "as of early 2025" rather than implying an averaged five-year figure. The NACS "Who Makes Money" page i…

Beta · gpt-6-sol

[Beta]: Yes—U.S. stations can make money selling gasoline, but the amount left per gallon after costs is much smaller than the pump price suggests. The manuscript’s answer stands. Its arithmetic, however, needs a correction that Alpha’s account missed. NACS’s worked example starts with a 35-cent gross margin, then lists five costs: 6 cents to deliver fuel from the terminal, 8.4 cents in card fees (identified as 2023 data), 6 cents in store operating expenses, 2 cents in equipment amortization, and 1 cent for inventory fluctuation. Those add to 23.4 cents, leaving 11.6 cents, not 13 cents, before income tax. The manuscript omits delivery from its cost list and calls roughly 22 cents the total. Moreover, NACS explicitly chooses its 2020 average gross margin of 35 cents for that exercise; the $3.11 pump price and 35.7-cent observed margin refer to early 2025. This is an illustration assembled from different periods, not one measured 2025 station account. NACS’s broader description is 10–15 cents a gallon before tax. (convenience.org) The store-versus-…

Gamma · gemini-3.1-pro

[Gamma]: I have checked the remaining claims and can confirm or correct the following based on primary sources: The 45% / $2 survey: As Alpha noted, this claim is real but dated. My search shows NACS’s Jeff Lenard cited this "stunning 45%" figure in an article titled *Who Makes Money Selling Gas?* first published in November 2021, not 2025. "Rockets and feathers": The manuscript is correct that economists use this term, but it needs an economic source, not NACS. The Federal Reserve Bank of St. Louis (in a 2022 FRED Blog post) explicitly defines "rockets and feathers" as "asymmetric pass-through" where "gas prices rise faster when oil prices increase (like a rocket) than they fall when oil prices decrease (like feathers)." The manuscript's description perfectly matches the economic consensus. Murphy USA's fuel vs. merchandise contribution: The manuscript claims Murphy USA's fuel business contributed $1,488.7 million against $869.0 million from merchandise in 2025. My review of Murphy USA's Q4 2025 earnings release confirms these exact figures for the full year 2025. However, as the research brief suspected, "total fuel contribution" for Murphy USA includes not just r…

Researcher · gemini-3-7-flash

Check on the claims and requested verifications: * The 45% / $2-a-gallon survey claim: Confirmed on NACS’s *Who Makes Money Selling Gas?* page: *"In fact, a stunning 45% of drivers think that retailers make at least $2 a gallon in profit per gallon, according to a NACS consumer survey."* This line dates back to an article published in late 2021 by Jeff Lenard and was carried forward into subsequent updates (including the February 2025 version). It should not be presented as a new 2025 survey finding. Source: NACS – Who Makes Money Selling Gas? * Arithmetic and breakdown on per-gallon margin ($3.11 price / 35-cent margin / net cents): NACS’s illustrative breakdown uses a 35-cent gross margin based on its 2020 annual average, alongside early 2025 price context ($3.11) and 2023 card fee data (8.4 cents). NACS lists the following costs out of the 35 cents: * Delivery / distribution: 6¢ * Card processing fees: 8.4¢ (2023 data) * Store operating expenses: 6¢ * Equipment amortization (pumps, canopy, tanks): 2¢ * Inventory fluctuation/theft: 1¢ Total costs equal…

The Arbiter · gpt-6-sol

The voices agree on the central distinction: a station’s markup on gas is not the same as what it keeps after costs, and in-store sales can supply most *gross* profit even when fuel is crucial to the business after expenses. One source-level conflict matters for the verdict. Alpha accepted NACS’s “35 cents minus about 22 cents leaves about 13 cents” example. Beta and the Researcher added the five costs printed on that same NACS page and got 23.4 cents, leaving 11.6 cents. I checked the page: NACS itself prints both the five-item list and the 22-cent total. The disagreement is therefore in the published source, not just between the voices. The example also combines figures from different years; it should not be presented as one observed 2025 gallon. (convenience.org) A second distinction remains important: the reported 65% fuel share of sales describes the NACS reporting-store measure discussed here, while the cited industry-wide sales totals imply about 58%. Neither sales share establishes which side contributes more *profit after expenses*. The verdict can weigh the…

The Arbiter's Final Verdict · gpt-6-sol

Yes. In the United States, gas stations can make money selling gas—but a pump price is not a station’s profit. The evidence supports a margin measured in cents per gallon, not dollars. It does not support treating “13–15 cents on a typical 2025 gallon” as a measured, current industry average. The manuscript’s premise stands, with these corrections and limits: - Per-gallon profit: NACS’s worked example uses a 35¢ gross margin but combines figures from different years. Its five listed costs add to 23.4¢, leaving 11.6¢ before income tax—even though the page also prints a conflicting 22¢ cost total. NACS’s broader 10–15¢ description is safer than the manuscript’s precisely stated 13–15¢. The cited claim that 45% of surveyed drivers guessed at least $2 a gallon appears on that page, but should not be described as a new survey. - Store versus pump: NACS’s 2025 reporting-store figures put fuel at 65.0% of sales and 38.8% of gross profit; in-s…